Duração: 34m
Shane, pura ficção. Vício de Matar, a verdade histórica mais ou menos... O Pequeno Grande Homem, meio ficção meio mito.
A verdade do Oeste contada pelo último sobrevivente do confronto entre o general Custer e os Cheyennes (uma das poucas vitórias reconhecidas historicamente dos índios sobre os brancos), com 121 anos. Aqui está, logo em termos conceptuais, o distanciamento sobre a verdade histórica. É difícil alguém chegar a esta idade e muito menos com cabeça para recordar corretamente o passado. Assim este épico é passado entre a verdade e a mentira. Entre o sério e o risível. Numa farândula contínua de encontros e desencontros do personagem Crabb (o grande pequeno Dustin Hoffman) - índio, religioso, feirante, pistoleiro, comerciante, batedor, carroceiro e muito mais. Este índio (não índio) ajuda-nos a situar-nos naquele universo do Oeste americano em que tudo mudava à velocidade... pelo menos dos cavalos. Na trepidação da história americana do Oeste tudo avançava numa espécie de circularidade. O personagem ia encontrando e reencontrando outras personagens - os índios, a irmã, a antiga protetora, o aldrabão feirante (este sempre com menos um bocado de corpo), o célebre Wild Bill Hickok (mitificado pela história, mas morto na trafulhice de um jogo de poker) - num rodopio de sobrevivência.
Neste jogo divertido e absurdo vão passando verdades dolorosas para a América. Os índios ("Ganhámos hoje. Não ganhamos amanhã), os heróis fake (General Custer)... É caso para dizer que "Todos morreram Calçados" o título português do filme do Raul Walsh (1941) sobre o Custer e a batalha de Little Big Horn, com o grande, mas desvairado Errol Flinn.
Para um filme de 1970 (Hollywood estava em crise de criatividade), aqui está uma história muito bem esgalhada, comédia amarga, irónica e... muito divertida.
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