Depois de passarmos os quatro filmes ("Rocco e Seus Irmãos", "Uma vida difícil", "O homem a quem chamaram cavalo" e "E deram-lhe uma espingarda") em atraso por demasiadas quartas-feiras "desviadas" para outras actividades - e no pressuposto de que conseguiremos cumprir os objectivos programáticos, eis a lista de continuação até ao fim do ano escolar:
A Noite Americana (1973) - François Truffaut.
A rodagem de um filme e os pequenos e grandes dramas amorosos dos actores e dos técnicos. Acidentes e incidentes. O cinema por dentro e por fora. Jean-Pierre Léaud, o prolongamento ficcional (Antoine Doinel, alter ego) de François Truffaut e Jacqueline Bisset, esplendorosa na sua juventude.
"Day for night " ou "noite americana", é uma técnica de iluminação cinematográfica que filma a noite durante o dia, por filtros e configurações específicas na câmera. Delicadamente belo.
Eva (1950) - J. L. Mankiewicz.
Escrito e dirigido por um dos mestres de Hollywood, com um leque de estrelas alargado, desde a rainha Bette Davis até ao fabuloso George Sanders. Pelo meio aparece a Marilyn Monroe, ainda na fase de arranque. Uma história de invejas, traições, oportunismos e conflitos de egos no universo artístico da Broadway. Venceu Óscares e prémios vários. Faz parte do melhor da história do cinema.
Ultrapassagem (1962) - Dino Risi.
Um clássico do cinema europeu de um dos maiores mestres da "comédia italiana". Um "road movie" por Itália, guiados Vittorio Gassman, com Jean-Louis Trintignant ao lado. As voltas e voltinhas de dois jovens à descoberta de si, uma análise social pertinente e humor requintado ao som das cantigas de Domenico Modugno e Peppino di Capri. Recordar é viver. A reviver com prazer.
Perfume de mulher (1992) - Martin Brest.
Quase vinte anos antes o mesmo duo de "Ultrapassagem", Dino Risi e Vittorio Gassman, tinham feito esta história com sucesso público. Neste remake a história passou de Itália para os EUA mas manteve o essencial da matriz ficcional. Um militar na reforma, cego, irascível, difícil, com todas as idiossincrasias fora do lugar. Um jovem universitário contratado para o aturar. Mas ...o inesperado aconteceu. Um fim de semana inesquecível em NY. Al Pacino a dominar a situação com direito a Oscar.
A rapariga da mala (1961) - Valerio Zurlini.
Itália. Princípio da década de 60. Uma aspirante a cantora encontra o falso amor da vida. Um playboy cheio de paleio que, obviamente, a abandona. Reencontra o amor com um parceiro muito mais novo que ousa roubar para benefício dela. Primícias amorosas. Amores equivocados. Amor, desejo, engano. A história já tem milénios, é da idade do homem. Zurlini realizou uns anos mais tarde "O deserto dos Tártaros" (que vimos aqui) também com o Jacques Perrin. Claudia Cardinale, a jovem amorosa, fez aqui um dos papéis da sua vida.
Cumprimentos,
Jorge Barata Preto
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