Aqui está uma aventura marítima absolutamente maravilhosa em todos os
sentidos - a beleza natural (animais, mar...), um certo realismo mágico entre a
realidade e outra coisa inexplicável e, acima de tudo, a beleza
cinematográfica onde a exuberância se entrelaça com a fúria dos elementos. Além
disso uma grande história sobre o sentido da vida e essa grande
interrogação que é Deus. Um jovem, salvo de um naufrágio
reparte o salva-vidas com um orangotango, uma hiena, uma zebra e um
tigre de Bengala. Ao fim de uma
luta de afirmação de identidades e
delimitação de espaços o jovem e o tigre conseguem chegar a terra.
Mas como foi complexo o
processo de co-habitação. Do ponto de vista
cinematográfico é verdadeiramente espantoso o trabalho de efeitos
especiais 3D de pós-produção. Resta a história real - o que se passou
na verdade? Como no filme do John Ford a história que nós vemos
é de longe melhor do que a que jovem tem que contar às
autoridades para ser credível. O cinema também pode ser sonho e
alienação e, se tiver esta qualidade, pode ganhar Óscares. Foi na verdade o que
aconteceu. Como, aliás, já tinha acontecido anteriormente com Brokeback
Mountain.
Ang Lee é dos melhores. Vale a pena.
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.