Com Ralph Fiennes, Adrien Body. Williem Dafoe
Anos 30 no
centro do Império Austro-Húngaro em desagregação. Um hotel por onde
circula a alta burguesia e a aristocracia decadente e onde o concierge é a
figura de relevo - para resolver as pequenas coisas do dia-a-dia e as
coisas do amor às senhoras seniores....- acompanhado por um jovem paquete. Uma
história tipo Agatha Christie e um ritmo imparável com performances superiores
dos actores (para aí uma equipa de futebol de actores
top). É uma história dentro de uma história
dentro de uma história - três níveis narrativos, mas a que nunca
perdemos o sentido. Elaborado sentido estético (vejam o interior do hotel)
com uma realização sempre pró-activa - vejam os movimentos belíssimos da
câmara, observem com atenção as simetrias das imagens, a elegância dos planos e
o gosto refinado dos décors. A excentricidade é a normalidade neste quadro
ficcional num mundo a morrer e nem era previsível nesta altura a loucura
nazi. No essencial a história foi construída a partir de Stephen
Zweig, esse grande escritor do centro da Europa que esteve adormecido
e agora está a ser recuperado )felizmente). Mas aquele mundo em desagregação
também está muito bem retratado nos livros de um outro
escritor. Joseph Roth que também começa a entrar no mercado português. Mais
palavras para quê? Juntemo-nos ao Ralph Fiennes e deixemo-nos ir atrás dele com
todo o requinte e pedantice da personagem.
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