01 janeiro 2024

O homem que sabia demais - Alfred Hitchcock (1956)

Com James Stewart, Doris Day
Duração: 2h00m

Não passarmos Hitchcock ao fim destes filmes todos seriam uma espécie de crime cinéfilo. Assim sendo, aqui vai. Todo o sistema Hitchcock está difundido neste filme - o medo, a manipulação dos sentidos, a ironia, a perversidade, o suspense, o gozo e o humor. Numa entrevista daqueles tempos, o grande cineasta inglês afirmou que - O meu herói é sempre um homem comum a quem acontecem coisas extraordinárias, e não o contrário. Aqui está a essência do filme. Um casal burguês fora da América - primeiro em Marrocos (Marraquech não muito diferente dos nossos dias) e depois na Inglaterra - envolvido acidentalmente numa conspiração para assassinar um político. Impossível encontrar corpos mais apropriados do que o enorme James Stewart e a cantora/actriz Doris Day , banais americanos enrodilhados num complicado processo de decisão para salvar o jovem filho raptado. A arte absoluta do mestre está bem condensada numa sequência chave no Albert Hall em Londres e a voz canora da Doris Day delicia-nos com...não digo. Venham ver ou rever  o filme. É sempre um prazer sentirmo-nos manipulados pelo talento genial do Hitch.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.

O Deserto dos Tártaros - Valerio Zurlini (1976)

C/ Jacques Perrin, Max Von Sidow, Vittorio Gassman, Jean-Louis Trintignant, Francesco Rabal. 141m. Princípio do século passado. Um jovem ten...