Não passarmos Hitchcock ao fim destes filmes todos seriam uma espécie de crime cinéfilo. Assim sendo, aqui vai. Todo o sistema Hitchcock está difundido neste filme - o medo, a manipulação dos sentidos, a ironia, a perversidade, o suspense, o gozo e o humor. Numa entrevista daqueles tempos, o grande cineasta inglês afirmou que - O meu herói é sempre um homem comum a quem acontecem coisas extraordinárias, e não o contrário. Aqui está a essência do filme. Um casal burguês fora da América - primeiro em Marrocos (Marraquech não muito diferente dos nossos dias) e depois na Inglaterra - envolvido acidentalmente numa conspiração para assassinar um político. Impossível encontrar corpos mais apropriados do que o enorme James Stewart e a cantora/actriz Doris Day , banais americanos enrodilhados num complicado processo de decisão para salvar o jovem filho raptado. A arte absoluta do mestre está bem condensada numa sequência chave no Albert Hall em Londres e a voz canora da Doris Day delicia-nos com...não digo. Venham ver ou rever o filme. É sempre um prazer sentirmo-nos manipulados pelo talento genial do Hitch.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
O Deserto dos Tártaros - Valerio Zurlini (1976)
C/ Jacques Perrin, Max Von Sidow, Vittorio Gassman, Jean-Louis Trintignant, Francesco Rabal. 141m. Princípio do século passado. Um jovem ten...
-
Com Meryl Streep, Julianne Moore, Nicole Kidman Duração: 110m Da literatura para o cinema. O tempo está a avançar. Sem pausas. Por saltos. R...
-
Com Gregory Peck, Ava Gardner, Susan Hayward Duração: 117m Ernest Hemingway. É sempre um prazer renovado reencontrarmo-nos com a sua ficção,...
-
Com James Dean, Julie Harris, Raymond Massey Durante: 118 min A seguir a T. Williams, John Steinbeck. Kazan escolhia bem os seus parceiros a...
Sem comentários:
Enviar um comentário
Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.