O tempo,
essa máquina imparável. E a memória que se vai desvanecendo ou deturpando.
Já lá vão 20
anos. 9 de Novembro de 1989.
A queda do
Muro de Berlim. O antes e o depois. Como gerir os afectos num quadro de mudança
radical?
Ontem eram
comunistas e hoje são capitalistas. Uma história comovente de uma encenação por
amor de um filho para fazer crer à mãe camarada que o Lenine e o
Estaline e seus próceres continuam a marchar radiosamente para o futuro
quando tudo ficou já soterrado nas memórias da história (e o muro é já só
ruínas) e o oriente já é ocidente outra vez.
Um filme de
afectos no quadro da história da Europa que mudou muito, mas passado este tempo
está à deriva. Mas isso já é outra história. Fiquemo-nos por esta, acompanhando
a exemplar camarada Christiane na sua vida pós coma em processo de alienação
pré-fabricado. Divertidamente comovente.
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